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Esboços das mensagens da série "Reconciliação, reconectar com o que se perdeu":
Em 4/11/2018:
O mistério da reconciliação
 “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida! Não apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação.” Romanos 5.10-11
O grande mistério da reconciliação reside no fato de que estamos separados e distantes do propósito de Deus para a vida humana.
As marcas dessa separação são percebidas na nossa vida comum.
Quando nos damos conta de que não somos as pessoas que gostaríamos de ser, que não temos a família que gostaríamos de ter ou quando não desenvolvemos relacionamos como gostaríamos de desenvolver, isso é um indicativo de que há algo que precisa ser restaurado primeiramente em nós.
Entretanto, a restauração de que precisamos não depende de nossos esforços.
Na Carta aos Romanos, Paulo procurou demonstrar o fato de que todas as tentativas humanas de justificar a si mesmo foram fracassadas.
a) Em Romanos 2.17-23, Paulo demonstra que tentar fazer a justiça apenas a partir da lei resulta em mais injustiça.
b) Em Romanos 7.7-13, Paulo demonstra que o pecado encontrou lugar a partir de um certo uso da própria lei de Deus.
Paulo usa a palavra grega katallagen para se referir à ideia da reconciliação. Essa palavra tem o sentido de uma troca.
Toda forma de pecado, seja individual ou praticado pela sociedade (como a violência, a exploração, a opressão, a discriminação e o preconceito), são reflexos da necessidade que todos temos de nos reconciliarmos com Deus.
Deus tomou a iniciativa de se reconciliar com o homem. Reconciliar é uma atitude que corresponde a uma nova disposição de restaurar uma relação depois de uma ruptura.
O gesto divino de reconciliar-se com gente como a gente é resultado do seu amor. Foi por amor que ele se aproximou da humanidade, esvaziou-se de sua glória e se fez um humano como nós.
A maior evidência de que fomos reconciliados com Deus é a nossa disposição de compartilhar esse mesmo desejo de nos aproximarmos do outro em amor, alegria e paz.
O sentido de estarmos reconciliados com Deus faz toda diferença em nossa ação no mundo. Se reconhecemos o esforço divino em reconciliar-se conosco, que tipo de pessoas deveríamos ser diante do outro e de toda a criação?
Movimentos da reconciliação:
1. De inimigos a desejados.
A encarnação, crucificação e ressurreição de Jesus provocaram efeitos que restauram a nossa relação com Deus.
[…] quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho [...]”.
2. De desejados a alcançados.
A reconciliação com Deus nos proporciona nova vida, que é a vida vivida em amor.
[…] quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!”
3. De alcançados a transformados.
Em Jesus, experimentamos a totalidade do amor de Deus pela humanidade. Essa é a fonte de uma nova alegria de viver.
[…] mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação”.
Conclusão
A nossa reconciliação com Deus só se tornou possível porque alguém se dispôs a pagar o preço com sua própria vida para encarnar o amor do Pai por toda criatura.
A questão é: “Se Deus já fez aquilo que era de fato difícil, será que não podemos confiar que ele irá fazer o que é incomparavelmente mais simples, em se tratando de completar a tarefa?” John Stott, em A mensagem aos Romanos, p. 84).

Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8).

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