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Esboços das mensagens da série "Caminhos":
Dia 17/6/2018:
O caminho da comunhão
Lucas 24.13-32 
Perguntaram-se um ao outro: ‘Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?’” (Lucas 24.32). 
O Senhor vem ao nosso encontro no caminho para nos libertar da SOLIDÃO e nos conduzir a uma vida de comunhão.
Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado” (Colossenses 1.13).
A crucificação de Jesus causou um impacto muito grande na vida dos discípulos. Tanto que, logo após, cada um procurou retomar a vida realizando outras atividades.
Os discípulos no caminho de Emaús estavam desolados e procuravam afastar-se dos últimos acontecimentos. Jesus vem ao encontro deles durante a caminhada e dialoga a respeito da realidade vivida por eles.
A mentalidade contemporânea, voltada para o consumo, influencia a conduta individualista. Mas a vida em comunhão é inerente ao ser humano. A vida humana não é fechada em si mesmo, mas aberta à relação com o outro.
Comunhão quer dizer etimologicamente “aqueles que têm o mesmo múnus” ou os que realizam a mesma tarefa. Múnus é uma palavra de origem latina que significa encargo, dever, compromisso.
A comunhão não é um ajuntamento. É um modo de vida em que o OUTRO está implicado.
Há muitas pessoas que vivem cercada de pessoas, mas que estão solitárias. Algumas por causa da exclusão provocada pelo preconceito e a condição social, outras pelo medo da rejeição e outras até pelo engano da autossuficiência.
Pessoas que vivem em comunhão ENCORAJAM umas as outras para seguirem adiante.
Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé (Romanos 1.11,12).
Para que precisamos trilhar o caminho da comunhão?
1. Para restaurar nossas EMOÇÕES.
A comunhão transforma tristeza em coragem, pranto em alegria, dor em esperança.
Ele lhes perguntou: ‘Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?’ Eles pararam, com os rostos entristecidos” (Lucas 24.17).
2. Para restaurar a FÉ.
A comunhão nos encoraja a confiar nas promessas divinas
Ele lhes disse: ‘Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram!’” (Lucas 24.25).
3. Para restaurar o conhecimento da REVELAÇÃO.
A comunhão nos ajuda a compreender o projeto divino de salvar o homem.
E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” (Lucas 24.27).
4. Para restaurar a ESPERANÇA.
A comunhão nos aponta para o que Des tem preparado para nós.
Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles” (Lucas 24.31).
Conclusão
A vida em comunhão só é possível na perspectiva de Cristo, pois ele encarnou sua comunhão com o Pai.
Eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste” (João 17.23).
Dia 10/6/2018:
O caminho da compaixão
Lucas 19.1-10 
Jesus lhe disse: ‘Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido’” (Lucas 19.9,10). 
A compaixão é uma atitude que está na CONTRAMÃO da mentalidade gananciosa e consumista em vigor em nossos dias.
Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1 João 3.17).
A lógica do mercado dominou de uma tal forma a espiritualidade que tem transformado a fé como um produto e a religião como commodity.
A religião está vinculada a uma marca e a uma estratégia de marketing. Uma das características desse tipo de religião é a forma como lida com os meios de comunicação de massa e as redes sociais. O objetivo é o de sobreviver no competitivo mercado religioso de forma cada vez mais agressiva.
A religião dominada pelo mercado é caracterizada por uma forte preocupação com o eu, por uma forma mais “light” de lidar com os conflitos e contradições humanos e por uma busca por segurança e conforto.
Embora seja uma mentalidade oposta ao evangelho, a religião como commodity tem apresentado resultados que atendem às demandas imediatas das pessoas, como o empoderamento para enfrentar as situações da vida e a promoção de mobilidade social tendo em vista alcançar o sucesso.
A maneira de superar a mentalidade dominada por uma religião de mercado é assumir a lógica da COMPAIXÃO que Jesus propõe.
Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso” (Lucas 6.36).
A compaixão é a atitude de se colocar no lugar do OUTRO e partilhar de sua dor. Quer dizer “sofrer junto”.
Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência” (Colossenses 3.12).
Zaqueu era um legítimo representante de uma sociedade que buscava o sucesso a qualquer preço, que baseia seus métodos na lógica de que o que mais importa são os resultados, e não os meios. Ele era um cobrador de impostos, profissão que era vista como indigna pelos judeus. Zaqueu era considerado como um pecador. Mas, apesar de todo o preconceito social, Zaqueu era o tipo de profissional que poderia se chamar de bem-sucedido: tinha se tornado chefe dos publicanos e era rico.
Quando Zaqueu soube que Jesus visitaria sua cidade, Jericó, ele se apressou para encontra-lo ainda no caminho. Por ser de pequena estatura, procurou ficar em um lugar seguro para ver Jesus passar.
A atitude de Zaqueu lembra que nada nessa vida pode substituir nossa espiritualidade a não ser o encontro PESSOAL com Jesus Cristo.
Em meio à multidão que acompanhava sua passagem, Jesus avistou Zaqueu em cima de uma árvore e propôs-lhe um encontro.
Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ‘Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje’” (Lucas 19.5).
Jesus sabe de nossa necessidade, nos vê em nossa condição de carência e nos chama a uma EXPERIÊNCIA transformadora de encontro.
Foi o que aconteceu com Zaqueu. Ele desceu com muita alegria daquela árvore e conduziu Jesus até sua casa. Essa experiência de encontro com Jesus desencadeou as transformações que fizeram com que Zaqueu deixasse de ser uma pessoa dominada pela mentalidade egoísta e gananciosa.
Marcas de uma mente orientada pela compaixão:
1. ACOLHA o convite amoroso de Jesus.
Dizer sim para o convite amoroso de encontro com Jesus é estar aberto às possibilidades de transformação que esse encontro proporciona.
Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria” (Lucas 19.6).
2. TROQUE a ganância pela generosidade.
A lógica do mercado é consumista e gananciosa. Isso não combina com a atitude doadora e aberta para a vida em comum que o evangelho propõe.
“[...] Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres [...]” (Lucas 19.8).
3. SUBSTITUA o interesse individualista por atos de bondade.
As ações motivadas por interesses individualistas e egoístas são a base de toda maldade que há no mundo. Jesus nos chama para sermos agentes da bondade.
“[...] e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais” (Lucas 19.8).
4. DESENVOLVA uma espiritualidade ligada ao Reino de Deus.
A salvação de Jesus consiste na superação de tudo aquilo que nos afasta da presença de Deus a fim de restaurar nosso sentimento de pertença ao seu Reino.
Jesus lhe disse: ‘Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão’” (Lucas 19.9).
Conclusão
A perdição humana se reflete nas nossas atitudes religiosas. Uma religiosidade que só visa atender aos nossos interesses pessoais é fonte de desumanidade. O que Jesus quer fazer em nós é restaurar o que se perdeu em nossa humanidade.
Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19.10).
Dia 3/6/2018:
O caminho da purificação
Lucas 17.11-19 
Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz. Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano” (Lucas 17.15,16). 
Pessoas puras são aquelas que estão desprovidas de qualquer pretensão de conseguir algo pelos seus MÉRITOS apenas.
Jesus um dia alertou:
“[...] pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15.5).
A lógica do mérito cria uma falsa imagem de nossa condição.
A pessoa pura sabe identificar a causalidade da exploração e da desigualdade social e se habilita a lutar contra isso.
Na perspectiva do Reino de Deus, as nossas conquistas pessoais são dádivas divinas para que possamos abençoar a outros.
O caminho da purificação é um PROCESSO de reconhecimento de nossa condição humana como dependentes da graça divina que nos habilita a viver em comunhão e a servir ao Reino.
Agora que vocês purificaram as suas vidas pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração” (1 Pedro 1.22).
Os dez leprosos que foram curados encontraram a Jesus em um caminho, numa situação de fronteira, e clamaram por piedade. A lepra sempre foi tratada simbolicamente como causa para exclusão social. Jesus recomendou que fossem se apresentar ao sacerdote, sem tê-los curado imediatamente. A cura aconteceu ao longo do caminho. Um deles percebeu o que tinha lhe acontecido e voltou para encontrar-se com Jesus glorificando a Deus.
Os nove leprosos que não voltaram não significam que eram ingratos apenas, mas representa que eles eram religiosos, seguiam de modo formal a religião judaica.
O único que retornou foi um samaritano, destituído da mentalidade religiosa de seu tempo.
Jesus propôs aos dez leprosos a mesma experiência de espiritualidade, mas somente um compreendeu o sentido da experiência de encontro com Deus.
A purificação era um ritual hebraico que antecedia a celebração nos atos religiosos. A purificação tinha duas funções, uma religiosa e outra ética. Ela habilitava as pessoas para o ato religioso, livrando-as de seus defeitos e problemas. Mas também interferia na maneira de pensar e na conduta das pessoas para lembrá-las de que faziam parte do povo de Deus.
Em Levítico 14.2-32, a Torah estabelecia o ritual para a purificação de leprosos que eram curados. Jesus pediu aos 10 leprosos para que fossem ao sacerdote observarem o costume religioso.
Jesus foi interpelado pelos judeus de seu tempo sobre o costume da purificação na hora das refeições. Ele aproveitou o momento para ensinar que os ritos religiosos não conseguem nos habilitar para uma experiência autêntica com Deus.
Então o Senhor lhe disse: ‘Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estão cheios de ganância e da maldade’” (Lucas 11.39).
Jesus acusou os fariseus de observarem a legalidade dos rituais e de desprezarem a justiça e a misericórdia.
O que mais vale para Deus são as intenções do CORAÇÃO, e não a forma religiosa com que agimos.
E disse-lhes: ‘Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!’” (Marcos 7.9)
Cinco sinais da purificação:
1. RECONHECER que precisam de ajuda.
Ser leproso no tempo de Jesus era sinônimo de exclusão social.
E gritaram em alta voz: ‘Jesus, Mestre, tem piedade de nós!’” (Lucas 17.13).
2. FAZER a vontade de Deus apesar das condições contrárias.
As bênçãos divinas se realizam em meio à caminhada.
Ao vê-los, ele disse: ‘Vão mostrar-se aos sacerdotes’. Enquanto eles iam, foram purificados” (Lucas 17.14).
3. ATRIBUIR a Deus a causa de seu sucesso.
O seu sucesso é oportunidade para você glorificar a Deus e abençoar a outros.
Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz” (Lucas 17.15).
4. DESENVOLVER um sentimento de gratidão.
Troque o seu sentimento de autoafirmação pelo de gratidão.
Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano” (Lucas 17.16).
5. ENCONTRAR forças para seguir adiante.
O Senhor é quem nos habilita a superar nossas dificuldades para seguir em frente.
Então ele lhe disse: ‘Levante-se e vá; a sua fé o salvou’” (Lucas 17.19).
Conclusão
O caminho da purificação é o que nos capacita a nos apresentar perante Deus sem termos vergonha do que somos.
Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7).

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